O porquê de
existir ... é o algo e único que me escapa.
A sociedade é um "faz de conta"... Eu, sou um antipático arrogante de aspecto - ao fim de muitas opiniões, admito isso, apesar dessa interpretação ser uma película contaminada de alguém inseguro, reservado e polido - , mas um amigo tenaz, fiel e completo para quem simplesmente me solicitar. Ao invés, dá-se o deleite iníquo e perverso de simplesmente classificar segundo os seus padrões.
Afastado da iluminação.
Apreendo as
minhas falhas, perante mim, os outros. Vislumbro os objectivos. Perante as
fragilidades das suas sendas, todas em mim, soçobro. Qual o sentido.
Acredito
que ninguém me pode ajudar.
Acredito
que sou especial. Que sou dotado. O meu alignment é
o Bem, vejo isso agora claramente. Naturalmente sou leal, sensível e um total
incapaz de esperar ou desejar o pior das pessoas, portanto é algo que tenho
procurado desenvolver, por defesa.
A minha
evolução nas relações sociais tem sido penosa. Avalio com o passar dos anos
mais infalivelmente as facetas das pessoas. Acumula-se a falta de argumentos
para deixar de as evitar.
Na sua
maioria as pessoas ostentam um volume de hipocrisia que me fere e faz recolher.
Na sua maioria não é, porém, deliberado. Na sua maioria gabam-se dos seus
princípios, das suas convicções... são apaixonados pela ideia, pois
oportunamente os princípios facilmente se ausentam...
Falam de
expressão pungida de caridade, da caridade visível e comum, mas remetem ao
oblívio um qualquer vizinho ou familiar necessitado. E visível é o termo... os
princípios cumprem-se se visíveis, as pessoas são apreciadas e celebradas na
medida da sua visibilidade.
A sociedade é um "faz de conta"... Eu, sou um antipático arrogante de aspecto - ao fim de muitas opiniões, admito isso, apesar dessa interpretação ser uma película contaminada de alguém inseguro, reservado e polido - , mas um amigo tenaz, fiel e completo para quem simplesmente me solicitar. Ao invés, dá-se o deleite iníquo e perverso de simplesmente classificar segundo os seus padrões.
Não
lutarei contra essa opinião, isso significaria ter o poder de mudar almas ou
com facilidade ser igualmente assim tão mundano.
Somos
animais sociais, é certo, precisamos uns dos outros. Gosto de pensar que só
preciso de alguém. Uma dessa parte está designada e vitalícia. A outra
corresponde ao resto que me permita viver, calcorrear o trilho da minha
cultura, onde os meus gostos e hábitos estão arreigados, e obter os meios para
o fazer.
Acredito
que estou por um objectivo. Algo me escapa, algo preciso saber.
Acredito
numa razão para ser assim tão diferente, tão básico, e concomitantemente tão
repulsivo a quase toda a gente, gente que cada vez mais vejo como se obstáculo
e empecilho à concretização plena, harmoniosa e feliz do meu ser, como peões
desalmados condenados à mediocridade, tendo como sola importância engrandecer o
carácter dos outros, pela humilhação, injúria e privação. Não obstante,
sinto-me bem longe.
Afastado da iluminação.
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